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Alta, magra, esguia e branca. Rosto oval e lívido. Traje característico das viúvas de Aracati: saia preta comprida, arrastando pelo chão; casaco de chita escura com campos claros, dessa que se usa para aliviar o luto; ao pescoço, onde o casaco abotoava como túnica de soldado, trazia sempre enrolada, com folga, uma mantilha preta, rendada. Nos pés, que se podiam ver em lances raros e rápidos, sapatos pretos, salto baixo, em forma de canoa, calçados sobre meias pretas e grossas de algodão, cheias de asperezas dos fios mal tecidos, assim como se fosse a casca de uma graviola. No cocoruto da cabeça um pequeno cocó bem enroscado, preso por um grande pente de chifre.

ARACATI | A lenda do morro

Escrito por Sábado, 05 Agosto 2017 19:18
Publicado em Memória

Nos morros do Cumbe e da Beirada, ouvem-se de tempos em tempos, fortes estrondos e ruídos confusos, acompanhados de ebulição e deslocamento das areias.

 

O barulho que se escuta, quando isto se verifica, assemelha-se ao tamborilar, surdo e desordenado, de caixas de guerra, ao longe.

ADOLFO CAMINHA | O escritor e o homem

Escrito por Terça, 01 Agosto 2017 21:06
Publicado em Biografia

Filho de Raimundo Ferreira dos Santos Caminha e de Maria Firmina Caminha, nasceu Adolfo Caminha em Aracati, Estado do Ceará, no dia 29 de maio de 1867.

 

Aos dez anos de idade, perdeu sua mãe, vítima da grande seca de 1877. Transferido então para Fortaleza, estudou as primeiras letras em casa de parentes. Mais tarde,

A paisagem urbana de Aracati expressa, através de seus templos religiosos, herdados do período colonial, o poderio da Igreja Católica na formação socioespacial. A Igreja no início da conquista da terra juntamente com o Estado e os colonos exerciam o papel de dominadores dos indígenas da região, impondo sua religião, “pacificando-os”, a fim de transformá-los em vaqueiros e mão de obra para as fazendas de criação de gado.

Então é duas coisas que ás vezes eu digo é a questão da invisibilidade. Nós não existimos, é como se nós não tivesse nenhuma relação com esse espaço, que ai quando eles fizeram esse RAS, nem nós aparecemos! Comunidade do Cumbe... é como se não existisse né... 107

[...]só a partir da segunda metade do século XVIII, quando predominaram orientações pombalinas sobre a política e a economia portuguesas, o território dos sertões da capitania geral de Pernambuco foram de fato inseridos nos projetos de colonização da Coroa Portuguesa. Antes disso, a insistente comunicação entre os funcionários régios e a administração que se concentrava em Lisboa era a única maneira de “pressionar” o rei por medidas de impor justiça nos sertões.

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