Estilo Lima

O solo onde está assentada a cidade de Aracati é um aluvião pesado, que tem alguns metros de espessura de pura argila e, mais abaixo, um arenito que foi leito do rio há milhares de anos, e que hoje chamamos de rio Jaguaribe. Naquele tempo o rio ocupava, além da parte que hoje suas águas utilizam como leito, toda a parte plana que chamamos de várzea. Era de uma largura imensa. A argila é o resultado do sedimento de coloides e outras partículas mecânicas pequeníssimas, que foram sendo depositadas todas as vezes que o rio transbordava de seu leito natural, durante milhares de anos.

O MAJOR E A MAJORLÂNDIA

Escrito por Quarta, 04 Maio 2016 16:58

O Sr. Antônio Rodrigues da Silva Figueiredo, grande comerciante no Aracati, conhecido por Cel. Figueiredo, era casado com Philomena Porto da Silva Figueiredo, com quem teve sete filhos, dentre os quais, Bruno.

 

De todos os filhos do Cel. Figueiredo, o menor e mais desprovido de carne era o Bruno que, ainda adolescente, recebeu o apelido de "Major" (que, em inglês, significa maior). O apelido "pegou" de tal maneira que, mesmo depois de adulto e casado, ninguém o chamava de seu Bruno ou Sr. Bruno, mas simplesmente Major Bruno, o apelido sempre grudado ao nome. Essa é a versão da família; porém, há uma outra, registrada no livreto "Aracati e Seus Tipos Populares", de Josias Correia Barbosa, em 1943.

As tensões sociais que giravam em torno da produção das carnes secas na vila de Santa Cruz do Aracati só aumentavam quando começavam a chegar as primeiras boiadas tangidas pelos vaqueiros e seus “cabras”. Contudo, os sucessivos crimes e contendas aconteciam por toda capitania. Os sertões eram o lugar onde a justiça régia chegava com maior dificuldade, isto é, o poder instituído pela Coroa era frágil, não encontrava respaldo em lugares onde as famílias e potentados locais lideravam os interesses econômicos e políticos. A violência marcava o cotidiano dos habitantes de vilas e povoados do Siará Grande. A constante ocorrência de assassinatos, roubos, querelas, brigas, não era apenas sentida na vila de Santa Cruz do Aracati.

Revista do Instituto do Ceará, Tomo CXX, Ano CXX, Volume 120, edição de 2006, página 155 e seguintes, nos presenteia com resgates históricos sobre o Aracati, escritos por alguns historiadores, por todos respeitados. Mesmo porque o Instituto do Ceará, a mais respeitada instituição cultural do Ceará, só publica assuntos sérios de comprovada credibilidade.

 

Como somente uma ínfima parte da população se interessa pela leitura da citada Revista, tomamos a iniciativa de reproduzir alguns trechos para que o povo — especialmente os jovens estudantes — tenham conhecimento de como era o Aracati e qual a sua influência para todo o Estado do Ceará.

Haja pau e corra sangue

Escrito por Quinta, 28 Abril 2016 20:47
Eleição Municipal em Aracati em 1844 

 

Desde o começo da semana, que começava a chegar gente, vindo de todas as partes do município. As caravanas e os comboios chegados de Catinga do Góis[1] se confundiam com os que chegavam de Caiçara[2] num vai e vem pelas ruas empoeiradas da ex-Vila de Santa Cruz do Aracati, agora cidade de Aracati, recém-emancipada festivamente no dia 25 de outubro de 1842.

Fortificações do Baixo Jaguaribe

Escrito por Quarta, 27 Abril 2016 16:33

Fortificações do Baixo Jaguaribe[1]

 

Além do fortim de diminuta importância erigido, em fins do século XVII, para o amparo dos colonos do baixo Jaguaribe contra os gentios Paiacus, levantaram mais, os luso-brasileiros na parte litorânea daquela região, três outros redutos cuja memória iremos tentar reviver aqui.

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