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Quando a notícia de que a Vila do Aracati tinha passado às mãos dos Imperialistas chegou ao Palácio do Governo, o Presidente da então República do Equador no Ceará, Tristão Gonçalves de Alencar Araripe, passou o comando do governo ao seu substituto, José Felix de Azevedo e Sá. Este reuniu seu exército, composto de 2.000 soldados, duas peças de artilharia e vasta munição, e rumou para Aracati para tentar reverter a situação e defenestrar do poder o grupo dos Imperialistas que estava na Vila, sob o comando militar do tenente Luis Rodrigues Chaves, seu antigo companheiro e ex-aliado.

1840- Ataque dos Caminhas ao Aracati

Escrito por Sexta, 20 Maio 2016 07:35

Na noite em que chegou a notícia dando conta da subida ao poder da Província do Ceará, do Senador José Martiniano de Alencar[1] e do Major João Facundo de Castro Menezes[2] do partido Liberal, os seus correligionários do Aracati foram às ruas comemorar a vitória do seu partido.

 

A concentração dos populares começou na Gamboa[3], no início da Rua Santo Antônio [4], indo à manifestação até em frente à Casa da Câmara, onde vários oradores discursaram em homenagem aos lideres liberais especialmente ao conterrâneo Major João Facundo de Castro Menezes, que ascendia ao cargo de vice-presidente da Província.

A Tragédia da Família Leite Barbosa

Escrito por Domingo, 15 Maio 2016 11:09

...Em dias de fevereiro

Grande desastre se deu

Na lancha Vencedora

Treze pessoas morreram

Ainda escaparam doze

Por um milagre de Deus...

 

...Era essa modinha que cantavam pelas ruas depois do acontecido. Ficou muito popular, tinha outros versos, mas não me lembro mais.

 

 Você não conhece essa historia?!! Não acredito! A história do desastre da lancha Vencedora, a maior tragédia que já aconteceu no Aracati? A tragédia da família Leite Barbosa? Pois então quem vai lhe contar sou eu Adrião Zaranza, um dos doze sobreviventes daquele passeio fatídico, ocorrido no dia 27 de fevereiro de 1917, um dia de terça-feira...

Exemplo singular no Siará grande, a vila de Santa Cruz do Aracati, criada em 1748, foi o único caso de criação de vila na capitania que teve como justificativa a busca do controle das atividades econômicas desenvolvidas na localidade, neste caso específico, a produção e comercialização de carnes-secas e couro que se fazia na localidade do porto dos barcos, próxima à foz do rio Jaguaribe. Sobre o processo de criação da vila no Aracati, temos referência que iniciou-se com a solicitação do Capitão Mor/Governador do Siará grande D. Francisco Ximenes de Aragão de 1743, para que um Juiz Ordinário do Aquiraz (vila da qual fazia parte), fosse assistir na localidade, no período das visitas das embarcações que, sazonalmente, acorriam ao Porto dos Barcos.

O solo onde está assentada a cidade de Aracati é um aluvião pesado, que tem alguns metros de espessura de pura argila e, mais abaixo, um arenito que foi leito do rio há milhares de anos, e que hoje chamamos de rio Jaguaribe. Naquele tempo o rio ocupava, além da parte que hoje suas águas utilizam como leito, toda a parte plana que chamamos de várzea. Era de uma largura imensa. A argila é o resultado do sedimento de coloides e outras partículas mecânicas pequeníssimas, que foram sendo depositadas todas as vezes que o rio transbordava de seu leito natural, durante milhares de anos.

O MAJOR E A MAJORLÂNDIA

Escrito por Quarta, 04 Maio 2016 16:58

O Sr. Antônio Rodrigues da Silva Figueiredo, grande comerciante no Aracati, conhecido por Cel. Figueiredo, era casado com Philomena Porto da Silva Figueiredo, com quem teve sete filhos, dentre os quais, Bruno.

 

De todos os filhos do Cel. Figueiredo, o menor e mais desprovido de carne era o Bruno que, ainda adolescente, recebeu o apelido de "Major" (que, em inglês, significa maior). O apelido "pegou" de tal maneira que, mesmo depois de adulto e casado, ninguém o chamava de seu Bruno ou Sr. Bruno, mas simplesmente Major Bruno, o apelido sempre grudado ao nome. Essa é a versão da família; porém, há uma outra, registrada no livreto "Aracati e Seus Tipos Populares", de Josias Correia Barbosa, em 1943.

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