Em comemoração à primeira visita deste antístite – “primeiro bispo do Ceará, foi construído, à entrada norte da Rua Conselheiro Liberato Barroso (atualmente rua Cel. Alexanzito), numa das praças da cidade, que passou a chamar-se Praça Dom Luiz, uma pirâmide de alvenaria, com altura, aproximadamente, de 10 metros.

Estes são os valores que a rendeira trabalha na "grade" feito um tabuleiro de xadrez. Com maestria, e por bravura, ela desmancha o tecido existente para refazê-lo, e por acréscimo, exagera na beleza e relevo do Labirinto, reforçando, inclusive a resistência do tecido. Só não é legal que, nesse ofício de invenção e saber ancestral, tanto trabalho seja ignorado e as labirinteiras sobrevivam dividindo-se com outros afazeres domésticos, de agricultura ou de outras atividades de ocasião. Isso ocorre pela desvalorização do trabalho, lento e meticuloso, cujo preço de mercado é sempre aquém do tempo e da habilidade empregados.

 

A pena de morte em Aracati

Escrito por Sábado, 12 Agosto 2017 11:20

O ilustrado dr. Paulino Nogueira, de saudosa memória, falecido em 15 de junho de 1908, ocupou-se na Revista do Instituto do Ceará, Tomo VIII pág. 279 a 287 das execuções de pena de morte do preto Luiz, e do preto forro, Domiciano Francisco José, enforcados na Aracati em 1840 e 1852; mas como o trabalho do ilustre historiador, à falta de esclarecimentos, se ressinta de erros e omissões, que exigem correção, por isso, a bem da verdade histórica, me propus fazer esta exposição não só firmado em informações de pessoas antigas e verdadeiras, como nas peças do processo instaurado contra Domiciano e outros documentos autênticos, a fim de suprir os defeitos do referido trabalho, visto o seu autor, em consequência de sua morte, não ter podido fazer as correções devidas, de conformidade com os documentos, que lhe remeti no princípio de janeiro de 1908.

ARACATI| Monumento aos aviadores alemães

Escrito por Segunda, 07 Agosto 2017 11:34
Publicado em Memória

Monumento erigido no extremo sul da Rua Cons. Liberato Barroso (atualmente Rua Cel. Alexanzito), imediações da Praça Cruz das Almas, Aracati, em homenagem aos aviadores alemães falecidos no desastre do Junkers D-218, a 25 de junho de 1923. Na bela coluna de mármore de três metros e meio de altura, liam-se estes dizeres: "a memória dos aviadores alemães que morreram aqui no vôo Cuba-Rio de Janeiro, WERNER JUNKERS, HERMANN MUELLER e WILLY THILL".

Alta, magra, esguia e branca. Rosto oval e lívido. Traje característico das viúvas de Aracati: saia preta comprida, arrastando pelo chão; casaco de chita escura com campos claros, dessa que se usa para aliviar o luto; ao pescoço, onde o casaco abotoava como túnica de soldado, trazia sempre enrolada, com folga, uma mantilha preta, rendada. Nos pés, que se podiam ver em lances raros e rápidos, sapatos pretos, salto baixo, em forma de canoa, calçados sobre meias pretas e grossas de algodão, cheias de asperezas dos fios mal tecidos, assim como se fosse a casca de uma graviola. No cocoruto da cabeça um pequeno cocó bem enroscado, preso por um grande pente de chifre.

ARACATI | A lenda do morro

Escrito por Sábado, 05 Agosto 2017 19:18
Publicado em Memória

Nos morros do Cumbe e da Beirada, ouvem-se de tempos em tempos, fortes estrondos e ruídos confusos, acompanhados de ebulição e deslocamento das areias.

 

O barulho que se escuta, quando isto se verifica, assemelha-se ao tamborilar, surdo e desordenado, de caixas de guerra, ao longe.

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