Aristóteles Bezerra Aristóteles Bezerra

Aristóteles Bezerra

Escrito por  solardasclotildes.art.br Segunda, 28 Maio 2007 16:10

"Aristóteles Bezerra nasceu no dia 29 de maio de 1895. Filho da professora e poetisa Francisca Clotilde. Neto de João Correia Lima e Ana Maria Castelo Branco, genitores de sua mãe. Nascido em Fortaleza, no dia 29 de Maio de 1895, sendo filho de Antônio Duarte Bezerra e Francisca Clotilde Barbosa Lima. Já aos treze anos de idade demonstrava forte pendor para as coisas intelectuais, fundando o jornalzinho O Sol, editado em Aracati, CE, onde passou a meninice.

Transferindo-se para Fortaleza, continuou a interessar-se pelo periodismo, tendo figurado no corpo redacional de revistas e jornais literários. Participou da Academia dos Novos, de que foi presidente. Foi nomeado, em 1923, Inspetor Regional de Ensino, em cujo desempenho aperfeiçoou os conhecimentos nos assuntos da Pedagogia. Transferiu-se, em 1942, para o Rio de Janeiro, passando a ocupar o cargo técnico do Ministério da Educação. Faleceu, ali, em 1949, deixando publicados, além de “Cresça e Apareça”, 1922, os ensaios “Religião e Ensino”, 1927,; “Transfigurações” (poesias), 1937; “Poemas de Fé e de Saudade”, 1938; “Princípios de Educação Moral e Cívica”, 1940.
Fonte: Dicionário Biobibliográfico de Guilherme Chambly Studart, 1967, p. 307.
Dicionário da Literatura Cearense. Raimundo Girão e Maria da Conceição Sousa., p. 66



À Memória de minha Mãe


Deixaste a vida, Mãe, trocando as desventuras
Do mundo enganador pela vida celeste.
Do Bem, do Amor, da Fé, quanto exemplo deste,
Aos que sabem querer o bem das coisas puras!

Espírito de eleita, ascendente às alturas.
A procura de Deus, a quem tanto quiseste.
Fugiste minha Mãe, a vida em que houveste
Com mártir, a quem santificam torturas.

Estás livre do mundo, onde foste heroína
Da bondade e da Fé. E a fé sempre domina
Os eleitos de Deus, que o mal nunca quebranta.

Estás longe de mim e te julgo mais perto!
Deixou-me a tua morte o coração refeito
De Amor, de Luz e Fé – Oh! Milagre de Santa.

Aristóteles Bezerra. Transfigurações. Fortaleza, 1937, p. 55..


Fonte: Associação Cultural Solar das Clotildes

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