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Um rei chamado Zé Preto

Escrito por  Sexta, 06 Janeiro 2012 16:19


Era um homem simples, mas rei por destino. Um rei coroado pela festa dos santos reis. José Rodrigues da Silva, mais conhecido como Zé Preto, nome carinhoso recebido do seio familiar, preparava o dia 5 de janeiro como o mais importante do calendário. Sua ansiedade, sua preocupação, sua dúvida de que os reis viriam àquela noite, refaziam a eterna juventude contida em sua alma, transformava-o em criança.


A mesa farta, a família reunida, a luz apagada, era um costume. À meia-noite o canto dos reis, o som da flauta, o bater do tambor, o doce acorde do violão refazia o ciclo anual das alegrias. O reisado vinha de longe, doutras ruas da cidade louvar o nascimento do Rei Negro, de Zé Preto. Cantigas, poesia, fartura. Todos sinônimos para traduzir os dotes do nosso rei.
Naquela noite do dia 06 de janeiro de 2004 o nosso Zé Preto, celebrava 12 anos como monarca brincante em nosso reisado. Uma noite especial. As estrelas que cintilavam no céu ao sabor do vento Aracati, brilhavam em seus olhos. Papelão, purpurina, guizos, fitas de cetim.
Os brincantes do Lua Cheia entoam sua canção, recitam seus versos de porta em porta “abra a porta acenda a luz, venha ver o reisado em nome de Jesus”. O ritual ganhava novos sentidos, o sentido da vida- sua passagem e suas marcas. Como esquecer a marca presente, a doçura do nosso inesquecível Zé Preto? Como esquecer seu riso, seu abraço caloroso, seu olhar? O canto suave é uma lembrança da doce acolhida do nosso eterno amigo Zé Preto. A bênção Zé Preto. Nosso rei coroado.

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Lido 1340 vezes Última modificação em Sábado, 07 Dezembro 2013 22:35
Marciano Ponciano Virginio

Sou natural de Aracati-Ce, terra onde os bons ventos sopram. Na academia da vida constitui-me poeta, realizador de sonhos, encenador de máscaras. Na academia dos saberes acumulados titulei-me professor de Língua Portuguesa e especializei-me em Arte-Educação. O projeto de vida é semear a arte por onde passe: teatro, poesia, artes plásticas- frutos da experiência acumulada em anos dedicados a ser feliz. Quando me perguntam quem sou - ator, poeta, encenador, artista plástico, educador? Afirmo: - Sou poeta!

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