HUMBERTO TEIXEIRA - MUITO MAIS QUE UM LETRISTA

Publicado em Arte
Quarta, 06 Maio 2015 20:35

Depois do lançamento do brilhante livro “Luiz Gonzaga - Muito além de um sanfoneiro”, Dideus Sales nos presenteia agora com esta obra sobre Humberto Teixeira, um dos parceiros de Gonzaga.

POR ESSE AMOR

Publicado em Jefferson Nogueira
Quinta, 03 Julho 2014 14:21

POR ESSE AMOR

Por esse amor, totalmente fiel

e firme e constante serei então.

Seja no doce ou no fel,

não farei meu amor vão.

Por ele serei campina, serei prado

com flor e frutos constantes;

farei tudo ao seu agrado

a todo momento, todos os instantes.

SUFOCA-ME!

Publicado em Jefferson Nogueira
Quinta, 03 Julho 2014 14:18

SUFOCA-ME!

Sufoca-me para que palavras estranhas

não se desprendam de meu mundo

e ao penetrar tuas entranhas

azedem em teu coração profundo.

Para que não te vomite as muitas mágoas,

as angústias que senti.

Lágrimas derramadas, muitas águas

dos agravos que a seco engoli.

Marés- 1° Movimento

Publicado em Arte
Quarta, 19 Fevereiro 2014 11:34

Há silêncios...

Por uma centelha, a essência desta cidade fumega entre paredes de salitre e resistência. Lá, por entre as paredes que se vão erguendo imponentes, o que guardar? Ar rarefeito, podridão.Um poeta falou... onde?

O CANTO DA GRAÚNA

Publicado em Eduardo Alves Dias
Sábado, 18 Janeiro 2014 16:12

O CANTO DA GRAÚNA

 

Sou o cantor

Principal

Da madrugada,

Sou o clarim da alvorada,

Germinal

Do sol nascente;

CARNAUBAL

Publicado em Eduardo Alves Dias
Sábado, 18 Janeiro 2014 15:50

CARNAUBAL

 

Ereto, verde-negro, as extensões braviasDas várzeas e sertões ocupa sobranceiro,Desde os rios caudais ao vasto tabuleiro,Dos penedos da serra às encostas sombrias.

Bela

Publicado em Úrsula Garcia
Segunda, 13 Janeiro 2014 11:11

Bela

 

Quando nasceu, o sono seu primeiroNos meus braços, dormiu, rosada e quente, E deitando-a no berço levemente,Velei-lhe ainda o ressonar ligeiro.

UMA LEMBRANÇA

Publicado em Úrsula Garcia
Segunda, 13 Janeiro 2014 11:05

UMA LEMBRANÇA

 

Eu quis levá-la ao cemitério, um dia,Mas em casa disseram: “Tão criança”É tão longe!... E tão triste! ... Eu insistia,Não sabe o que é tristeza, ela, e não cansa!

Raimundo Herculano de Moura, codinome: SAUDADE

Publicado em Aracati
Quarta, 18 Janeiro 2012 11:13

"De quantas saudades é feito o homem? De tantas quanto a vista captura. De tantas quanto o desejo morde. De tantas quanto a dúvida decifra. De tantas quanto o calendário rebenta. De tantas quanto a dor soçobra. De tantas quanto a escrita exibe. De que saudade é mesmo feito o homem?" (Saudade: Um rio que corre na retina do tempo. R. Leontino Filho in Coisas Velhas Saídas da Beira do Túmulo)

Coletânea Poetossíntese

Publicado em Outras publicações
Domingo, 15 Dezembro 2013 09:58

1996- Impressão: Miolo em papel sulfite (jato de tinta), capa em papel pergaminho (serigrafia). 40 páginas. Formato: 14,8 cm x 21 cm. Tiragem: 500 exemplares. Poetas:Marciano Ponciano, Erivando Braga e Manuel Lima. Capa: Marciano Ponciano. Ilustrações : Ricardo Freitas, Edson Virginio e Hélio Santos. Organização: Associação Artístico Cultural Lua Cheia.

Para ter acesso a versão digital da obra clique aqui.Três Faces de Uma Poética em Movimento*A poesia como manifestação de um árduo e conscientizador trabalho artístico e cultural - uma festa do corpo e da mente, representações de um estado da alma. Um olhar para as realizações do presente e as projeções do futuro, constante reavaliação do passado - marcas de um tempo de eternas missões.A poesia passa em revista o caminho do humano, com as suas ágeis promessas e as suas ausências (sempre em grande número). Toda poesia é consagração da queda... sombras presas na retina das viagens, olhos em comunhão... brevíssimo começo dos silêncios reveladores.

POETOSSÍNTESE habita as ruas da amada cidade - Aracati, plantando versos, re-visitando os antigos casarões (restos movediços de uma era mal sonhada); seus poetas seguem trilhas ao alcance dos olhos, próximos das mãos, com passos sinuosos e um esforço que é exílio e nome- ofício e perdição; cada um deles, guarda o mistério e a sabedoria das coisas. Poetossíntese é o verbo encarnado.

Erivando acena para o "cotidiano" vislumbrando a "solidão" de um tempo "sem sentido", sua preocupação é eminentemente social, sem ser panfletário, o poeta convida o seu leitor a decifrar as injustiças, procurando amenizar as dores de sua gente, através de versos. Alguns dirão, pura ingenuidade, eu direi, necessidade e adiante!

Marciano mergulha na linguagem e re-descobre as sutilezas do homem, contempla "gaivotas" na "vaga lembrança" de um sofrimento perene. Aracati é o seu chão sagrado, por muitos massacrado... "Pingos" de uma dor que o poeta tenta a todo custo, banir.

Manuel volta-se para o entrelaçamento erótico, a poesia é expressão sensual e ardente do encontro de corpos sedentos e iluminados... "Miragem" de verdes mares singrados pela "Nau" dos sonhos.

A poesia do Poetossíntese, aqui, representada por Erivando, Marciano e Manuel, é o coração habitado no fundo espaço das muitas ruínas- memórias esfaceladas pela busca frenéticas das paixões. Alguns dirão, o vôo do coração é cego, eu digo, felizmente, por isso mesmo a poesia mistura tristezas, angústias com alegrias e esperanças (misto de ingenuidade e sabedoria), a poesia é o único caminho que espanta- para sempre- os segredos que vão da vida à morte, única maneira de suportar a solidão.

Neste pequenino trabalho, os autores cantam a miséria prenhe de revelações e suportam os insultos contra a pessoa - delírios de um povo oprimido em seu exuberante passado-, existirá consolo para o sono perpétuo da alma? Poetossíntese aponta roteiros, trilhas, veredas... círculos entranhados em cada ser, síntese das vontades recôndidas.

Aracati, magicamente, produz seus artistas- farejadores de mínimas coisas- abrindo vôos de puro encantamento. Lendo- saboreando os versos de Erivando, Marciano e Manuel, lembro-me de César Vellejo e a audaciosa genial criação poética:

"Como me doem os cabelos ao divisar os séculos semanais!/e como doe, por tabela, meu ciclo microbiano,/quero dizer meu trêmulo, patriótico penteado."Vallejo amou e cantou a sua terra (Peru) através de versos condoídos/patéticos, plenos de invenção; os três aracatienses ensaiam cânticos de um tempo por vir. Sucesso para eles e para a poesia.

*R. Leontino Filho (Poeta e professor de Literatura Brasileira da URRN; Universidade Regional do Rio Grande do Norte)

Please add banners under category :EV

Agenda

Seg Ter Qua Qui Sex Sáb Dom
1
2
4
5