ARACATI | A presença africana

Publicado em História
Sábado, 26 Agosto 2017 11:45

Além dos indígenas, povos africanos foram utilizados como mão de obra na economia colonial. O tráfico de africanos era feito por comerciantes europeus que os traziam como escravos em navios (chamados de negreiros ou tumbeiros) da África até o Brasil. Em média, a viagem durava de 30 a 45 dias e eram péssimas as condições de vida dos africanos escravizados nestes navios; havia pouca água, pouca comida, sempre de péssima qualidade; as condições eram sub-humanas. Os africanos, quando chegaram ao Brasil, passaram a fazer parte da sociedade na condição de escravos, como uma cultura dominada, impossibilitada de se manifestar livremente. O trabalhador escravo era uma mercadoria, que podia ser vendida, trocada ou alugada pelo dono, e, por isso, tinha alto valor comercial. O Brasil comprou milhões de escravos no período colonial. A mão de obra dos negros foi explorada principalmente nas grandes plantações de cana-de-açúcar, em Pernambuco e na Bahia e, depois, nas plantações de café do sul do Brasil.

No ano de 1777, o Juiz Ordinário da vila do Aracati, José Rodrigues Pinto, procedeu à devassa do ferimento feito de noite na preta Izabel de Francisco Rodrigues Soares pelo feitor da oficina do Souza Braga, Antônio Joze. Na denúncia, o escrivão informa que, ao ser chamado, foi

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