Auto da Camisinha Acervo da AACLC

Auto da Camisinha

Escrito por  Sábado, 14 Dezembro 2013 20:52

"Sete cenas: Um número místico para revelar a iniciação amorosa sexual de Benedito e Lionor nos tempos de Aids. O bom estilo dos velhos autos e folguedos se manifesta no uso da redondilha (versos de sete sílabas de forte apelo popular) e clara evidência de dois planos que se entrelaçam através de Benedito: o plano terreno e o plano espiritual. No plano terreno, além de Benedito, temos alguns tipos que representam não individualidades, mas grupos de pessoas: o rapaz ingênuo (Benedito), a mocinha esperta e decidida (Lionor), a balzaquiana fogosa (Sinhá Costureira), o velho solitário e desbocado (Padrinho). No plano espiritual, a antiga dualidade entre o bem e o mal, representada na peça pelo Diabo e pelo Anjo da Guarda, entidades internas do próprio Benedito, que acabam guiando a estória."*

De 1997 até os dias atuais, muitas rodas foram feitas para assistir o teatro de rua do Grupo Lua Cheia. A peça O Auto da Camisinha de autoria de José Mapurunga, constitui um divisor de águas na história do Grupo Lua Cheia. Através deste espetáculo foi possível dar visibilidade ao trabalho de ator, desenvolvido pelo citado grupo, em grande parte do Ceará e em outras paragens pelo Brasil afora.

O engajamento do Grupo na luta contra a epidemia de Aids é uma constante a cada encenação.

 

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Lido 903 vezes Última modificação em Sábado, 14 Dezembro 2013 21:45
Editor Chefe

A Associação Artístico Cultural Lua Cheia é uma entidade sem fins lucrativos. Seus projetos têm por objetivo o desenvolvimento e a promoção da cultural em geral, particularmente o teatro , a literatura, as artes plásticas e a música. Nestes segmentos busca capacitar e divulgar bens e serviços de ordem artístico-cultural.

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