Água Cristalina
Beni Carvalho

Beni Carvalho

Benedito Augusto Carvalho dos Santos (Beni Carvalho)-nasceu em Aracati, Ceará, em 3 de janeiro de 1886 e faleceu no dia 22 de janeiro de 1959, aos 73 anos de idade, no Rio de Janeiro.

Bacharel pela Faculdade de Direito do Recife, foi professor catedrático da Faculdade de Direito do Ceará e professor do Colégio Militar de Fortaleza, transferido posteriormente para o Rio de Janeiro, tendo chegado ao generalato.

Como político assumiu os seguintes cargos: vice-presidente do estado, deputado federal, interventor federal no Ceará e membro do Conselho Nacional de Educação. Foi filólogo, prosador e autor de excelentes composições poéticas.

Antônio Sales referia que o convívio das musas havia conferido ao poeta “o dom da forma, o entusiasmo lírico e o segredo das belas imagens”.

Publicou as seguintes obras: Causas dirimentes e flagrante delito, 1917; Morfologia e sintaxe do substantivo português, 1920; Le Droit et la Sociologie, 1920; Na Casa de Tiradentes, 1931; De florete e luvas, 1935; Sexualidade anômala no Direito Criminal, 1937; Chama extinta (poesias), 1937; Ação parlamentar, 1950; e Crime contra a religião, os costumes e a família.

Ingressou na Academia Cearense de Letras no dia 8 de setembro de 1922 (primeira reorganização), ocupando a cadeira 30, cujo patrono era Alberto Nepomuceno.

Na segunda reorganização, ocorrida em 1930, passou para cadeira 39 que tinha como patrono Ulisses Pennafort.

Foi representante da ACL na Federação das Academias de Letras do Brasil.

Referência: LETRAS, Academia Cearense de. Beni Carvalho. Disponível em: <http://www.ceara.pro.br/acl/Academicosanteriores/BeniCarvalho.html>. Acesso em: 16 jan. 2014.

MAGDÁ (UM QUADRO DE TIZIANO)

Terça, 12 Junho 2012 17:50

MAGDÁ (UM QUADRO DE TIZIANO)

 

 

 

Colo desnudo em flor, lábio entreaberto em prece, 

olhos, no alto, exorando o perdão de seu crime, 

Magdalena, a ofegar, toda em febre aparece... 

E o almo encanto da Vida e do Pecado exprime. 

O FLAMBOYANT

Terça, 12 Junho 2012 17:49

O FLAMBOYANT

 

Forte, esgalhado, heril, o flamboyant, de flores 

Rubras, na antiga fronde, ostentava a vitória 

De púrpura triunfal, na opulência da glória 

Do sol, no alto do Azul, todo em chama e fulgores. 

DESCENDO O JAGUARIBE

Terça, 12 Junho 2012 17:48

DESCENDO O JAGUARIBE

 

 

I

 

Canta, no agalho agreste, o passaredo... Canta... 

Em flor o cajueiral farfalha; o vento açoita... 

E vai, de fronde em fronde, e vai, de moita em moita, 

Áurea, a luz da manhã que, a sombra, abate e espanta. 

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