Filme de Armando Praça, A Mulher Biônica, é selecionado por uma das mais importantes mostras de cinema do mundo, O Festival Internacional de Curta Metragem de Clermont-Ferrand. O filme A Mulher Biônica, do cearense Armando Praça, faz uma viagem transatlântica em janeiro próximo e aporta numa autêntica vila francesa. Cidade pequena naqueles moldes europeus: apta a oferecer uma das mais importantes mostras de cinema do mundo, o Festival Internacional de Curta Metragem de Clermont-Ferrand. "Depois que você aparece lá, você passa a ser convidado para muitos outros festivais. Não passa nem pela seleção", especifica Armando.
Armando conta que essa história começou enquanto o filme rodava o Brasil, mais especificamente o Festival Internacional de Curtas de São Paulo deste ano. ``A produção me ligou, dizendo que ia mandar uma ficha de inscrição do Clermont-Fernand. Tinha um curador deles em São Paulo e eu suponho que ele tenha visto o filme e indicado``. É de se orgulhar: do Brasil, foram selecionados apenas dois de um total de 221 filmes enviados, o curta de Armando e uma outra produção pernambucana. No total, foram 5.118 inscritos. Será o 19° festival do filme.
O curta, adaptado de um conto de Caio Fernando Abreu, fala de Marta (Ceronha Pontes), da família dela e de algumas situações vividas ao longo de um dia. "Queria muito trabalhar com elenco, dramaturgia", detalha o diretor. Ele conta ainda que o texto é mais fragmentado, enquanto o filme "não quebra muito a estrutura narrativa. Não foi muito uma adaptação do conto, uma transcodificação, a gente usou o texto muito como base. Queria de construção de personagem, de dramaturgia".
A Mulher Biônica acompanha o bom momento vivido pelo cinema cearense e nordestino. A produção feita no Estado, principalmente na Capital, extravasa as fronteiras rumo às boas críticas e maior visibilidade para realizadores e filmes. "Eu acho que existe uma curiosidade das pessoas do meio, que sabem de um movimento que está se configurando aqui", pontua Armando. Ele cita a Mostra Nova Cena Cearense, dentro do Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro, e ainda o Janela Internacional de Cinema do Recife. "É como se os críticos pensassem: aquela região tem se destacado. Vamos olhar pra lá com atenção", sintetiza Armando.
EMAIS
- Ano passado, o cinema nacional foi destaque em Clermont-Ferrand com Os Sapatos de Aristeu, do alagoano René Guerra.
- A Mulher Biônica já levou os prêmios de melhor filme no 1° Festival do Júri Popular na cidade de São Paulo, e Melhor Produção Cearense e Melhor Atriz para Ceronha Pontes, ambos no 19° Cine Ceará.
Júlia Lopes
Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo
fonte: Tem cearense na França. Disponível em: http://opovo.uol.com.br/opovo/vidaearte/936874.html. Acesso em 15 de dezembro de 2009.
Acessos: 132
Comentários
(2)
O Homem Biônico escrito por Valdy Menezes , dezembro 16, 2009
Aracatiense, cearense, nordestino e principalmente biônico para levar o nosso cinema à França. Parabéns, Armando.
denunciar abuso
Voto Negativo
Voto Positivo
Votes: +0
Quem tem talento, vai à França escrito por Marília , dezembro 19, 2009
É surpreendente ler este artigo. Confesso que fiquei abismada com a dimensão do sucesso aracatiense.Espero que os cidadãos desta cidade se apropriem dos seus valores. Palmxrabéns ao filho aracatiense Armando Praça.
Os curtas em Canoa O Curta Canoa - Festival Latino-americano de Curta Metragem - divulga os selecionados para sua 6ª edição. Foram escolhidos 43 vídeos e 21 filmes.Entre os dias 18 e 25 de... Leia Mais
Quando o Aracati-Club era um reduto fechado, freqüentado exclusivamente pela elite aracatiense, a eleição para sua diretoria era uma verdadeira disputa política. Ser presidente do Aracati-Club significava prestígio e liderança na sociedade e na política. Leia mais...
Poeta antes de tudo
Marciano Ponciano Virginio inicia sua vivência em arte através da poesia. Foi nos versos que descobriu o espírito de artista em que se revelou. Nasceu em Aracati aos 26 dias do mês de outubro de 1973, filho de Ivanise Ponciano Virginio e Antônio Virginio Neto. Reunimos diversas datas e atividades tendo como ponto de partida o ano de 1988, ano em que organiza seu primeiro livro de poesia, em seguida apresentaremos um relato cronológico do trabalho deste artista essencialmente aracatiense. Leia mais...
BOÉ E O CORRUPIÃO... CORRUPIÃO E O BOÉ
“Vocês conhecem a história do corrupião e do boé? O boé constrói o ninho e o corrupião tanto faz, que o toma, a bicadas.
Mas acontece que não sou boé e o meu ninho está sendo construído nas altaneiras frondes das grandes árvores, onde corrupião não vai” – Ernesto Valente.
“Corrupião Valente digno e perfeito êmulo do seu xará Corrupião pássaro. Lembremos de passagem, que o fofo “ninho” que o deputado Corrupião Valente ocupa na Assembléia Estadual foi construído pelo Dr. Abelardo Costa Lima, seus amigos e correligionários da UDN aracatiense.”
A entrevista cedida pelo pesquisador e escritor Antero Pereira Filho traça o esboço de um aracatiense preocupado com a preservação e resgate dos bens culturais da cidade de Aracati. Antero nos fala sobre seus projetos e suas reflexões sobre o passado e o presente da cidade dos Bons Ventos. Leia mais...
Adolfo Ferreira Caminha
Adolfo Ferreira Caminha nasceu em Aracati, província do Ceará, em 29 de maio de 1867. Seus pais, Raimundo Ferreira dos Santos Caminha e D. Maria Firmina Caminha, eram primos e negociantes, e Caminha foi o primogênito de uma prole de cinco irmãos. Aos dez anos, perde a mãe, vítima da grande seca de 1877.
Poesia: exercício máximo da linguagem O Jornal O Mossoroense, edição do dia 1 de novembro de 2009, publicou no Caderno Universo entrevista cedida pelo poeta Leontino Filho... Leia Mais
Destaque Poetossíntese
Adolfo Ferreira Caminha Adolfo Ferreira Caminha nasceu em Aracati, província do Ceará, em 29 de maio de 1867. Seus pais, Raimundo Ferreira dos Santos Caminha... Leia Mais