Através do Projeto Arte Sesc, reproduções fotográficas de 33 obras do pintor Alfredo Volpi estarão expostas no Instituto do Museu Jaguaribano, em Aracati, a partir desta quinta-feira, dia 14 de janeiro. Com a exposição Alfredo Volpi: Múltiplas Faces, o Serviço Social do Comércio se propõe a oferecer um painel significativo da produção deste conceituado artista, mais conhecido como o "mestre das bandeirinhas". A exposição é uma realização do Departamento Nacional da instituição, que tem como objetivo contribuir para a ampliação do acesso às obras de arte em suas diversas manifestações, exercendo mais uma vez sua função de pólo incentivador e irradiador cultural.
Alfredo Volpi nasceu na cidade italiana de Lucca em 1896. Veio para o Brasil com apenas um ano e meio de idade. Em sua adolescência trabalhou como decorador e pintor de paredes em construções, mas sua verdadeira paixão era a pintura de cavalete, que praticava nas horas vagas. Começou a vender algumas telas, o que fez com que trocasse, pouco a pouco, a pintura decorativa de paredes pela pintura artística. Autodidata, Volpi descobriu por si mesmo a maneira originalíssima e marcante de pintar. Após ser premiado na Bienal de São Paulo, em 1953, os críticos, os colecionadores, bem como as galerias, começaram a se interessar por seu trabalho. A obra de Volpi pode ser dividida em dois períodos: naturalista e construtivista. O primeiro que vai até a década de 40, é representado por trabalhos figurativos e paisagens, onde a predominância do colorido amarelado e amarronzado, ainda não revelava o que Volpi seria para a pintura brasileira. Entre as décadas de 40 e 50, Volpi passa gradativamente, do naturalismo ao construtivismo, onde começa a se revelar como um inato colorista. Seus temas mais freqüentes são madonas, arranjos de flores, figuras isoladas e alguns conjuntos de casas.
O período construtivista que se subdivide em três fases, estática, concreta e dinâmica que marcou Volpi como sendo um excepcional e original pintor brasileiro, vai da década de 50 até a sua morte em 1988, com 92 anos de idade. Na fase estática predominam as fachadas planas de casas. A concreta trabalha elementos geométricos e a fase dinâmica as representações de mastros das festas juninas, bandeirinhas, fitas, formas circulares e góticas. A exposição Alfredo Volpi: Múltiplas Faces abre oficialmente nessa quinta-feira, dia 14, às 8h, com visitas monitoradas até o dia 16 de janeiro.
Alfredo Volpi- Múltiplas Faces Instituto do Museu Jaguaribano 13 a 16 de janeiro de 2010 Quinta e sexta-feira das 8h às 11h e das 13h às 17h Sábado das 8h às 12h Rua Cel. Alexanzito, 743. Centro Aracati-CE
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BOÉ E O CORRUPIÃO... CORRUPIÃO E O BOÉ
“Vocês conhecem a história do corrupião e do boé? O boé constrói o ninho e o corrupião tanto faz, que o toma, a bicadas.
Mas acontece que não sou boé e o meu ninho está sendo construído nas altaneiras frondes das grandes árvores, onde corrupião não vai” – Ernesto Valente.
“Corrupião Valente digno e perfeito êmulo do seu xará Corrupião pássaro. Lembremos de passagem, que o fofo “ninho” que o deputado Corrupião Valente ocupa na Assembléia Estadual foi construído pelo Dr. Abelardo Costa Lima, seus amigos e correligionários da UDN aracatiense.”
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