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Sagrado Coração

Publicado em Arte
Quinta, 15 Maio 2014 10:45

A matriz foi aberta pelo sacristão com um vigor diferente dos dias lentos e mornos da antiga Aracati. O sino com sua voz mortiça anunciava a passagem de mais um cristão. Demorou pouco para que a igreja estivesse lotada pelas filhas do Sagrado Coração que se puseram em torno do corpo a debulhar ave-marias.

A revolta do vento

Publicado em Arte
Domingo, 11 Maio 2014 15:18

O vento chegou silencioso. Parecia uma onda gigante do mar, sem barulho, fazendo deitar curvado os coqueiros e todo o mangue da margem do rio. Um sussurro assim nem parecia vento. Soprava de tal modo que não trazia consigo nem um grão de areia dos morros para cima da vila do Cumbe. O vento zunia sobre os morros sem mexer com a areia. Parecia que tinha cor, uma cor azulada, quando estancou de repente sobre os morros do Cumbe.

A COLEIRA DE PEGGY

Publicado em Holdemar Menezes
Sexta, 24 Janeiro 2014 21:26

A COLEIRA DE PEGGY

 

Nessas noites, antes nessas manhãs, pois a queda produz-se ao romper da alva, eu saio e parto, numa marcha impetuosa, ao longo do cais.

Camus — A Queda.

 

É este o emprego, disse o Sr. Carlos.

O encontro foi no Náutico, no aperitivo do fim da tarde, as cadeiras espalhadas sobre o aterro gramado. Desviei o olhar das lentes circulares do Sr. Carlos, atrás das quais se notava um par de olhos miúdos, cor de aço polido. Não é uma tarefa tão difícil como o senhor pensa, voltou a falar. Espero uma resposta até amanhã, às oito horas, no escritório. Entende?

O Cão Zé Batata

Publicado em Memória
Segunda, 30 Julho 2007 14:03

Zé Batata foi o maior, o melhor e mais representativo Cão de pastoril que já houve no Aracati. O artista Zé Batata interpretava, no pastoril, que se apresentava todo final de ano na Praça dos Prazeres; o Cão, personagem dos mais queridos por todos quantos se exibiam naquele auto pastoril, por causa do seu jocoso desempenho. A grande luta travada no palco do pastoril era a batalha entre o Cão Zé Batata, de aspecto horroroso, mostrando um só dente na sua imensa bocarra e o anjo Gabriel, representado, geralmente, pela moça mais bonita e cheia de candura entre todas as que compunham a trupe do pastoril.

Sufraia

Publicado em Memória
Sábado, 01 Março 2008 14:02

Sufraia fazia mais medo às pessoas com sua aparência de humano do que quando virava Lobisomem.

Na verdade, Sufraia era um Lobisomem na aparência: barbudo, nariz de focinho, orelhas cabeludas com tufos de cabelos saindo de dentro do ouvido, corcundo e torto em riba de umas pernas zambetas, longilíneo e desengonçado. Era mesmo muito feio o Sufraia.

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