Autores

Nesta página você encontra a edição digital de Poetossíntese. Entre 1991 e 2004, o jornal circulou em versão impressa, além de explorar outros formatos, como registros fotográficos de caráter postal e intervenções em pintura mural. A publicação online reúne parte dos poetas que integraram o projeto em sua primeira fase, somando autores que participam exclusivamente desta versão digital, ampliando o alcance e a vitalidade dessa iniciativa editorial.

Eduardo Dias
EDUARDO ALVES DIAS- [...] Baiano de nascimento, porém cearense de coração, o espetáculo das calamidades climáticas de 15 e 32 a que assistiu, ocasionou a Eduardo Dias profundas ressonâncias, sacudiu-lhe a faculdade criadora em grau incomum, e arrancou-lhe da pena uma boa centena de páginas que um dia lhe assegurarão um lugar na nossa literatura das secas, ao lado de "O Quinze", de Raquel de Queiroz, que vem a ser porventura o seu mais forte êmulo, no gênero prosaico. Pe. A. Sobreira in "Cearenses"- poemas das secas. 1950. Publicou: Cearenses: poemas das secas. DIAS, Eduardo. Cearenses: poemas das secas. São Paulo: João Bentevegna, 1950. 200 p.
Emília Freitas
EMÍLIA FREITAS (1855–1908), nascida na antiga Vila União, destacou-se como uma das primeiras romancistas cearenses, atuando em poesia, prosa e teatro. Sua obra inclui Canções do Lar e o romance pioneiro A Rainha do Ignoto. Testemunha do período escravista, refletiu em seus escritos sensibilidades sociais de seu tempo, tornando-se figura essencial da literatura oitocentista brasileira.
Francisca Clotilde
FRANCISCA CLOTILDE (1862–1935), nascida em Tauá, foi pioneira da escrita feminina no Ceará e a primeira mulher a lecionar na Escola Normal de Fortaleza . Viveu em várias cidades do estado e colaborou ativamente na imprensa abolicionista e literária. Autora de sonetos, contos, peças e traduções, destacou-se pelo romance A Divorciada, marcado por ousadia temática e posterior esquecimento crítico.
Francisco Graça de Moura
FRANCISCO GRAÇA DE MOURA articula uma poesia guiada por ética humanista e imaginação solidária, onde justiça, fraternidade e esperança se tornam matéria estética. Sua escrita transforma o cotidiano em horizonte utópico, revelando um olhar que busca dignidade, luz e comunhão entre todos os homens.
Francisco Monteiro de Souza
FRANCISCO MONTEIRO DE SOUZA ergue uma poesia nascida da experiência dura, da fé cotidiana e da humildade como força. Sua voz transforma marginalização em potência expressiva, articulando memória, espiritualidade e resistência para revelar um imaginário profundamente humano e enraizado na vida sertaneja.
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