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O encontro com Bibi
Há cerca de 30 anos atrás, descendo do metrô no Rio de Janeiro, deparei-me com um cartaz com o seguinte título: Bibi... Leia mais
O TANGO
Gosto muito de viajar para Buenos Aires, já fomos até lá três vezes. Os motivos não faltam. A carne, o vinho, a... Leia mais
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Salão dos Artistas Aracatienses chega a sua XXXIII edição

Escrito por Sábado, 19 Novembro 2016 09:51
Publicado em Arte

O mais importante evento das artes visuais, em Aracati, chega à sua XXXIII edição, consolidando-se como importante projeto para o fomento e divulgação das artes. A Exposição dos Artistas Aracatienses foi idealizada pelo Instituto do Museu Jaguaribano. Há mais de três décadas o evento se configura como momento ímpar a fim de conhecer as artes visuais produzidas em Aracati.

Relato de Processo: Pintura corporal porFabiano Barros[1]

 

Sou aracatiense, mas resido há alguns anos em Manaus-AM. Todavia foi em Aracati-Ce que me descobri fazendo e gostando de arte. Após quinze anos em Manaus, eu tive outro encontro com a arte e de modo especial com a indígena que é culturalmente pulsante no Amazonas. Foi lá que eu comecei a desenvolver, inicialmente por curiosidade, a pesquisa com grafismos indígenas.

Situada numa das principais avenidas de Aracati-Ce, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário desponta impávida mediante a efervescência de nossos dias. A edificação é uma espécie de memória do tempo, da religião católica, remanescência das irmandades que havia em Aracati. O mais antigo registro nos traz a informação que a primeira edificação foi construída de taipa na antiga rua do piolho, atual Avenida Coronel Pompeu e nela rezavam os escravos aos domingos os seus terços até que o capitão Feliciano Gomes da Silva e sua mulher Floriana Ferreira da Silva, em 1777, fizeram doações de pedra e cal, para seu patrimônio e requereram licenças para erigir e benzer a capela com o título de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, a qual seria mantida pela irmandade de igual denominação.

Coletivo é o plural em ações, intenções e artes. No próximo dia 12 de novembro ocorrerá o I Sarau do Coletivo Central Arte. Conversamos com Vitória Sales, Ian Thalles e Demétrius Vieira, membros do Coletivo, para os quais arte é trânsito e transformação.

O encontro com Bibi

Escrito por Sexta, 11 Novembro 2016 11:37
Publicado em Crônica

Há cerca de 30 anos atrás, descendo do metrô no Rio de Janeiro, deparei-me com um cartaz com o seguinte título: Bibi canta Piaf. Sai correndo em direção ao teatro que o musical estava em cartaz, não me lembro qual. Ao chegar às suas cercanias deparo-me com uma fila que virava literalmente o quarteirão ao redor do teatro. Teimosamente me enfiei na cauda daquela fila caudalosa e desestimulante com o ardor de fã das duas grandiosas artistas, mas para meu desencanto ao chegar próximo à bilheteria recebo a informação que não havia mais ingresso para a temporada. Cabisbaixo sai pelo Rio lamentando a oportunidade perdida de assistir Bibi Ferreira, num de seus melhores momentos. Eu, que tive o privilégio de assistir no teatro, Paulo Autran, Fernanda Montenegro, Juca de Oliveira, entre outros monstros do teatro fiquei com a sensação cultural de perda irreparável.

O TANGO

Escrito por Sábado, 05 Novembro 2016 17:24
Publicado em Crônica

Gosto muito de viajar para Buenos Aires, já fomos até lá três vezes. Os motivos não faltam. A carne, o vinho, a arquitetura, os museus, a Feira de San Telmo, alfajores, Borges, Darin, mas não nego que o que mais me impele à capital portenha é o tango. Não saio da capital portenha sem assistir a uma apresentação de tango e nunca saio impune a qualquer uma delas. Vou às lágrimas se, de um bandoneón, notas passionais aflorarem, meu sangue esquenta, minhas pernas envergonhadamente dançam na cadeira, acompanhando cada passo dos dançarinos a bailar.