A Sociedade Aracatiense de Educação, criada justamente para trazer ao município a instituição de ensino conduzida pelos Irmãos Maristas, já havia garantido um terreno generoso no centro da cidade, medindo 117 metros de frente por 210 de fundos.
Com esse passo dado, as obras avançaram: no final de 1947, cinco salas de aula estavam concluídas e o muro que circundava o ginásio erguia-se firme, anunciando o futuro promissor da escola.
O entusiasmo da população confirmou-se logo nas matrículas, que ultrapassaram todas as expectativas. Tornou-se evidente que as salas recém-construídas não dariam conta da crescente demanda escolar. Era preciso ampliar — e depressa.
Foi então que se fez indispensável a contratação do já mencionado arquiteto de Fortaleza, encarregado de desenvolver o projeto de expansão com técnicas mais modernas e comodidades adequadas aos futuros alunos.
Assim, o achatado arquiteto foi conduzido pelos membros da Sociedade Aracatiense de Educação ao gabinete do então prefeito Chico Leite, para as devidas apresentações.
A cena, porém, ganhou contornos mais pitorescos quando Castorina, encarregada de servir o cafezinho, deparou-se com aquela figura de tamborete: calça caqui grossa, camisa de botão fechada até o pescoço, tudo contribuindo para deixá-lo ainda mais atarracado do que se poderia imaginar.
Ao retornar pelo corredor que levava à cozinha, cruzou com Chico Ribeiro e, ainda impressionada, comentou sem rodeios:
— Sujeito tão explicativo! Quem é aquele NÓ DE CANA!
