O contador de histórias cômicas e hilariantes Renato Sóldon, no formidável livro Verve Cearense, relata diversos apelidos considerados da lavra de Castorina Pinto.
No final dos anos 1920, residia em Aracati um jovem estudante de Direito que, com o tempo, se tornaria uma referência na advocacia cearense, construindo uma brilhante carreira tanto na ambiência jurídica quanto nas lides políticas.
O Círculo Operário São José, composto pelos laboriosos operários da Fábrica de Tecidos Santa Tereza, resolveu celebrar, com o maior aparato possível, o décimo aniversário de sua fundação. Para tão faustoso intento, organizou-se uma solenidade extensa, dessas que começam com o sol e só se dão por encerradas quando a noite já se instalou de vez. Pela manhã, missa e comunhão geral dos associados; à noite, uma magna sessão para coroar o auspicioso acontecimento.
Com o propósito de aproximar a juventude da produção literária aracatiense, o Grupo Lua Cheia promove o Projeto Itinerância Literária em parceria com instituições culturais e educativas de Aracati.
Nascido exatamente em Canoa Quebrada, quando a famosa praia se tratava de uma pequena vila de pescadores, em 15 de abril de 1839, Francisco José do Nascimento era filho de Dona Mathilde da Maria da Conceição e de Manoel do Nascimento, ficando conhecido na região, portanto, como “Chico da Matilde”. Seus parentes eram descendentes de escravizados e livres, vindos de um grupo que aprendeu o ofício de pescador.
A população aracatiense, ansiosa, aguardava desde que a imprensa do Ceará, por intermédio do jornal O Nordeste, anunciara a passagem pelo Aracati dos pilotos argentinos Eduardo A. Olivero e Bernardo Duggan. Eles vinham pilotando o Buenos Aires, um hidroavião biplano Savoia‑Marchetti S.59 de 450 hp. Era a aeronave com a qual empreendiam o Grande Raid Nova York–Buenos Aires.
A fama de Castorina Pinto espalhou-se pelo Brasil afora, a ponto de o significado de seus apelidos tornar-se objeto de estudo, graças às engenhosas analogias que estabelecia entre as características físicas das pessoas e o cotidiano.
Não sabemos ao certo por que Castorina Pinto nutria tamanha predileção por apelidar os magistrados que por aqui passaram. O fato é que esta história se soma a tantas outras em que os juízes da Comarca de Aracati figuram como personagens — e, não raro, como vítimas — da prodigiosa habilidade de Castorina em alcunhar todos aqueles que circulavam pelos seus domínios.
Conversar com Arnaldo Lima é perceber que sua poesia nasce de vivências simples, mas decisivas: a leitura em família, o incentivo de um movimento literário, o silêncio necessário para amadurecer. Prestes a publicar Poesias perdidas na gaveta, ele revisita etapas de sua trajetória artística com honestidade e serenidade. Esta entrevista apresenta um poeta que transita entre diferentes linguagens, mas mantém na palavra o seu ponto de retorno. É um convite para acompanhar o reencontro de um poeta consigo mesmo.
Há causos que chegam até nós como quem bate à porta só para prosear um pouco. E foi assim que soubemos deste, vindo pela imprensa do Ceará e trazido pelo escritor Renato Söldon, que relatou o curioso caso do jornalista João Albuquerque — figura queridíssima e bastante conhecida em Fortaleza pelo apelido de João Fundo de Couro.
Nas comemorações do centenário da emancipação política de Aracati, no longínquo ano de 1942, a cidade vestiu-se de gala e promoveu diversas festividades para enaltecer essa magna data de nossa história.
O Grupo Lua Cheia, com sede na cidade de Aracati-CE, é um coletivo de artistas formado em 1990 com o objetivo de fomentar, divulgar e pesquisar a arte e a cultura.