Dr. Eduardo integrou a comissão encarregada de viabilizar a fundação da escola, discursando em reuniões públicas sobre a importância da educação feminina para a zona jaguaribana.
Devido às crises econômicas da época agravadas com a seca, o Dr. Eduardo utilizou seu talento como "beletrista" para arrecadar fundos de forma inovadora. Ele escreveu e encenou o "Drama Pastoril", uma peça em 11 quadros sobre o nascimento de Cristo. As apresentações lotavam o Cineteatro S. José (atual Teatro Francisca Clotilde) e toda a renda era revertida para a fundação do colégio.
Eduardo Dias era amigo íntimo e compadre de Dom Manuel da Silva Gomes, Arcebispo de Fortaleza com o qual dividiu o sonho da fundação de um educandário para as jovens de Aracati e Região Jaguaribana.
Após a partida das Ursulinas em 1933, ele garantiu a transição para as Filhas da Caridade que assumiram a liderança da Mansão Querida.

Em resumo, a existência do Instituto São José é descrita nas fontes bibliográficas como fruto da "vontade de ferro" e do "devotamento" de Eduardo Dias, considerado um dos "filhos mais dedicados" de Aracati.
