Mergulhar na leitura de Cravos e Santas é retornar ao Aracati do passado e também ao Aracati de um presente ainda recente, onde nossas igrejas, ruas, costumes e hábitos e religiosidade se entrelaçam numa história de amor, mistério, suspense e política ocorrida na antiga e romântica cidade de Lisboa.
Aracati mantém, juntamente com Icó, a primazia de ser importante referencial para a compreensão da história cearense. Ambas se constituíram no passado como centros importantes para a manutenção do projeto colonizador português de cuja pujança pode ser verificada no patrimônio edificado das citadas cidades, elevadas a categoria de sítios históricos tombados pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional-IPHAN.
Saber sobre quantos escritores e/ou poetas nasceram na cidade de Aracati seria mais importante do que as poéticas por eles produzidas? Autor e obra se separam após a criação, todavia a obra segue denunciando seu criador como uma prova inconteste nas letras que o imortalizam. Saber sobre a vida de poetas e escritores torna-se tarefa completa quando conhecemos o fruto de seu labor: poema, conto, romance, peça etc. A obra dialoga conosco, um diálogo vivo com o autor que nos fala simbolicamente seja nas linhas da prosa, seja nos versos de um poema.
Ator, compositor, intérprete, publicitário essas são algumas das facetas do artista aracatiense Betto Lins que nos vem falar sobre seus processos criativos, projetos e poética a serviço da livre expressão.
Antero Pereira Filho escritor e contador de histórias, como prefere ser chamado, fala-nos de seu mais novo projeto editorial: a segunda edição do livro de contos “Histórias de Assombração do Aracati”.
A história de Netinho Ponciano funde-se a outras histórias importantes para a compreensão da cena musical aracatiense. Músico, intérprete, compositor, arranjador, pesquisador, colecionador e memorialista são algumas das facetas que norteiam a obra desse artista.
Marciano Ponciano, poeta, ator e arte-educador, revela-nos seu envolvimento em questões culturais na cidade de Aracati e destaca o protagonismo de grupos e sociedade aracatiense para o desenvolvimento teatral aracatiense.
Em 1945, o Centro Aracatiense publicava "Aracati e seus tipos populares" obra de Josias Correia Barbosa. O relato antropológico da cidade de Aracati se faz presente na descrição minuciosa de personagens anônimos- reminiscências da infância do escritor- imortalizados em sua crônica.
Adentramos o universo imagético do fotógrafo Alan Uchoa para revelar suas impressões estéticas, processos criativos e a importância dos sonhos em sua obra.
Passaria desapercebido este nome se não fosse tão representativo para a Arte e a Cultura da nossa Cidade. Filho de Raimundo Barros da Silva e Josefa dos Santos Barros é o segundo de uma prole de oito irmãos. Nasceu a 12/08/1944 em Aracati-ce.
Jacques Klein nasceu em Aracati-Ce aos 10 dias do mês de julho de 1930. Em Fortaleza, começou a estudar piano no Conservatório Alberto Nepomuceno, fundado por seu pai. No início dos anos 1940 transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde estudou com Liddy Mignone, no Conservatório Brasileiro de Música, no qual passou a lecionar nos anos 1950. Foi professor da Escola de Música da Ufrj e da Universidade de Miami, nos EUA. Faleceu no Rio de Janeiro no dia 24 de outubro de 1982.
Imagine uma obra traduzindo uma vida inteira dedicada a revelar as cores e formas da cidade natal. Assim é a obra de Hélio dos Santos Barros, Hélio Santos, que ao longo de 50 anos de atividade artística se dedicou a retratar as belezas naturais e arquitetônicas da cidade de Aracati. Na obra de Hélio Santos há muito de encantamento e ativismo, pois ao passo que imprime sobre tela as cores e formas de sua cidade, também nos apresenta seu protesto ao resgatar imagens adormecidas pela depredação que fizeram sucumbir exemplares do importante acervo arquitetônico do período colonial no Ceará.
O Grupo Lua Cheia, com sede na cidade de Aracati-CE, é um coletivo de artistas formado em 1990 com o objetivo de fomentar, divulgar e pesquisar a arte e a cultura.